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Mercado de imóveis de luxo segue em alta em Londrina

30 de janeiro de 2015

Apartamentos avaliados nas cifras dos milhões estão cada vez mais comuns na cidade. Estruturas exclusivas, como quadra de tênis em tamanho oficial e pet care justificam o preço

  • Apartamento decorado do empreendimento Le Blanc (da Plaenge) mostra a varanda gourmet integrada com a sala (Crédito: Divulgação/Plaenge)

A despeito da crise e da desaceleração da economia, o setor de imóveis de luxo segue em plena expansão em Londrina. Apartamentos avaliados nas cifras dos milhões de reais estão cada vez mais comuns na cidade, e são cada vez mais procurados tanto por quem quer um melhor padrão de moradia quanto por investidores do setor.

Nos últimos três anos, somente a A.Yoshii Engenharia lançou mais de 10 empreendimentos de alto padrão na cidade. Um dos mais recentes, o Maison Heritage – na Gleba Palhano, é tratado por Silvio Muraguchi, diretor de incorporação do grupo, como um projeto único em Londrina. Além dos já comuns salão de festas, brinquedoteca e espaço gourmet, o prédio conta com serviço de pet care, jazz club e uma quadra de saibro com dimensões oficiais para jogos de tênis.

  • Instalações como varandas gourmet integradas à cozinha são diferenciais nos apartamentos de luxo (Crédito: Divulgação / Plaenge)

    Instalações como varandas gourmet integradas à cozinha são diferenciais nos apartamentos de luxo (Crédito: Divulgação / Plaenge)

“O público exige projetos inteligentes, exclusivos, com excelência de acabamento e ambientes espaçosos. O Maison Heritage tem conceitos inovadores, desenvolvidos com o que há de mais moderno em tendências de conforto, segurança, qualidade de vida e sofisticação em um terreno amplo com a localização privilegiada”, disse Muraguchi.

Os grandes ambientes ainda são um importante diferencial neste mercado, mas a extensa área privativa de um imóvel deixou há muito de ser condição exclusiva para que um empreendimento fosse considerado de alto padrão. Os chamados “flats” e “primes”, unidades pequenas, geralmente com um quarto, também se enquadram nesta categoria de apartamentos de luxo. O diferencial, segundo Olávo Batista Jr., gerente regional da Plaenge, está na estrutura das áreas comuns.

“Hoje temos uma procura muito grande por parte de profissionais jovens, mas já estabelecidos na profissão, que querem um apartamento funcional. Opções como lavanderia americana, academia bem equipada, piscina com área gourmet privativa, por exemplo, fazem a diferença para este público e valorizam o empreendimento”, explicou.

Por outro lado, as famílias continuam de olho nos apartamentos com alta metragem. Para esta faixa de clientes, as construtoras atacam em outras frentes, com mudanças na planta das unidades. Alguns apartamentos de alto padrão da Plaenge, destacou Batista Jr., contam com uma ligação direta entre as suítes e a cozinha. “Isso dá mais privacidade aos moradores, que podem passar de um cômodo ao outro sem ter que passar pela sala de estar”, disse.

O céu é o limite

Ter diferenciais como estes nos imóveis custa um preço, salgado na maioria das vezes. Os apartamentos considerados de luxo em Londrina têm uma avaliação média de R$ 6 mil por m² de construção. Fazendo as contas, é fácil chegar a quase R$ 2 milhões para um apartamento de 300 m² de área privativa.

Porém, este valor pode ser ainda maior, dependendo do que for agregado ao imóvel depois da entrega. A expressão “o céu é o limite” cabe bem nestes casos, e pode ser explicada quando os proprietários resolvem decorar a casa com produtos exclusivos ou assinados por nomes reconhecidos no mercado de design.

Na avaliação da arquiteta Vanessa Rodrigues, a ostentação vem aos poucos perdendo espaço. Hoje, disse, os clientes procuram opções também bonitas, mas viáveis e funcionais acima de tudo. “A funcionalidade e a durabilidade são muito mais importantes do que apenas a aparência. Há dez anos isso não era a nossa realidade. Pelo menos no meu escritório, os clientes passaram por uma mudança de perfil, onde a razão pesa bem mais”, disse.

Mas para aqueles com muito dinheiro à disposição e vontade de ter uma casa idêntica aos apartamentos decorados apresentados pelas construtoras, não é difícil gastar até metade do valor do imóvel em móveis e decoração. Poltronas assinadas por designers que custam R$ 40 mil e quadros por R$ 30 mil o m² fazem parte do pacote. “Às vezes as pessoas escolhem um determinado bem, que vai seguir com a família por um bom tempo, e até gastam um pouco mais. Um tapete, por exemplo, pode durar gerações”, comentou.


Fonte: http://www.jornaldelondrina.com.br/imoveis/conteudo.phtml?tl=1&id=1516856&tit=Mercado-de-imoveis-de-luxo-segue-em-alta-em-Londrina